Independentemente do que eu ou tu pensemos ou façamos, DEUS É.
A VIOLÊNCIA NÃO É ETERNA
O ser humano é violento naturalmente . A violência é transversal a todas as épocas, faz parte da cultura das sociedades. Todos nós já nos interrogámos o motivo para tanto sofrimento causado pela violência provocada pelos seres humanos. A violência é cega, não respeita princípios, regras, idade ou sexo.
A História mostra-nos que a opção tem sido pela violência. No contexto criacional a violência não fazia parte do ambiente em que os seres humanos viviam.
Deus criou-nos para estarmos unidos com Ele. Unidos numa visão cosmológica que abranja todo o universo.
Esta abrangência de unidade é no entanto uma opção que cada ser humano terá de tomar ao longo da sua permanência neste recanto do universo.
Na sua finitude, o ser humano não tem compreendido este convite para uma vida plena junto do criador.
A escolha foi dada aos primeiros habitantes e é a mesma de hoje, só que noutro contexto.
A opção é entre viver de acordo com a natureza humana, vivendo apenas para os instintos e impulsos, com uma cosmologia limitada em constante dúvida ou então viver em plenitude com o criador, com uma nova natureza, com uma visão cosmológica abrangente e com a certeza do nosso lugar no universo.
Ao longo do tempo, Deus foi manifestando o seu apreço por aqueles que criou à Sua imagem e semelhança, mantendo um relacionamento com a criação num ambiente de total liberdade de escolha. Quando quiseram, os primeiros habitantes tomaram a decisão de se afastarem do criador e de viverem apenas entre si, limitados pelos sentidos e instintos. Mesmo sem um relacionamento directo com o criador, este tem mantido todo um ambiente de sobrevivência para que a sua criação sobreviva dignamente, criando inclusivamente condições para voltarem ao relacionamento directo. A este retorno ao contacto e comunhão com Deus, nós cristãos chamamos de salvação.
Desde o afastamento inicial até Moisés cada um era livre para a escolha do método de como haveria de fazer as pazes com Deus e voltar ao seu convívio. Como a criação não se encontrou, Deus criou algumas regras e a opção era cumpri-las, dando no entanto algumas escapatórias, que eram os rituais sacrificiais. Deus escolheu um povo, para que pudesse mostrar o exemplo dos benefícios de se ter confiança no Deus que ama e protege a sua criação. Livres da escravidão e com uma nação formada, rapidamente muitos escolheram seguir a sua natureza, julgando que as vitórias eram do seu próprio esforço. Apoiados por religiosos que transformaram os princípios divinos em regras desumanas para os outros cumprirem, caminharam para a destruição. Por fim Deus manifestou-se pessoalmente a toda a criação e abriu o único caminho para a conciliação e encontro dos humanos consigo próprios e com a vida eterna em paz junto ao criador.
O livre arbítrio é a única condição de Deus. Somos livres para escolher como vamos viver na eternidade.
Desde que Jesus veio, até aos tempos de hoje, este caminho já foi mostrado a muitas gerações. O aumento deste conhecimento está a anular gradualmente as hipóteses anteriores. Estamos na época em que gente de todas as línguas e nações conhecem esta esperança de vida eterna em comunhão com o criador. Multidões já desfrutam deste privilégio e muitos estão para entrar.
Tenho no entanto uma advertência a fazer. O cristianismo não é um conjunto de preceitos e regras inventadas por alguém para subjugarem e enganarem os crentes. O cristianismo é um modo de vida escolhido pela fé e não deve ser vivido por medo ou por superstição. É escolher viver em comunhão, companhia e compreensão de Deus. Deus não tem prazer numa obediência forçada, nem pode ajudar se a opção for por outra autoridade qualquer. Ser cristão não é ir apenas a uma igreja frequentemente ou fazer intenções de fé, é abandonar toda a velha e má natureza violenta.
Cristão que não abandona o fardo do passado vive numa angústia constante. Uma vida assim é como ir a uma actividade desportiva com a claque de um clube, com a sua camisola e bandeira, cantar os hinos desse clube, mas de facto ser do outro.
Qualquer que seja a escolha que se faça, um dia entra-se na eternidade, só que a escolha tem que ser feita ainda nesta vida.
Pode-se escolher o pacote dos maus instintos, desregramentos, inimizades, intrigas, iras, rivalidades, discórdias, invejas, ganâncias, egoísmos, descontroles de todo o tipo, ou então pode-se escolher viver a eternidade em amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, modéstia.
A escolha é viveres definitivamente e eternamente sem qualquer presença ou protecção do criador ou viveres com a tua humanidade completa cheia da presença do criador.
Não é necessário compra, esforço ou qualquer retribuição para se encontrar o Criador, a graça é um presente de Deus, basta dizer que sim e aceitar o caminho que é Jesus Cristo.
A escolha naturalmente só pode ser tua, por muito que custe a quem te ama, e talvez um dia, ainda aqui, já com a esperança no coração, possas dizer como o salmista:
“Ai de mim que vivo entre os bárbaros
e tenho de habitar com gente estranha !
Já vivi demasiado tempo
entre aqueles que odeiam a paz,
paz que eu procuro
enquanto eles só falam de guerras!”
(Salmo 120 versículos 6 e 7-Bíblia em português corrente SBP)
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